Voltei de uma viagem no cruzeiro, estilo comilança, doida para acertar minhas contas com a balança. Retomo com tudo à malhação e escolho uma nova dieta para seguir – a Whole 30. Nesta dieta não se pode comer nenhum industrializado, inclusive laticínios durante 30 dias. No início foi difícil: não pode molho de salada, por exemplo. Quando ia a restaurante, precisava pedir um milhão de adendos e bancar a chata enchendo o garçom de perguntas sobre o preparo de tudo. E quando estava começando a me acostumar com a dieta, quebro o pé. O resultado? Seis semanas de botinha, sem exercício e meus planos descendo ladeira abaixo. O que fazer nesta situação?

1 – O primeiro pensamento que vem à cabeça é estou doente, mereço me agradar e comer de tudo. Responda imediatamente a este pensamento. Se teve uma coisa que segurou minha sanidade mental e física durante este período foi SEGUIR RELIGIOSAMENTE A MINHA DIETA. Consegui emagrecer mesmo com pé quebrado, portanto não existe motivo para postergar seus planos. Imprevistos sempre vão aparecer!

2 –Faça um exame de sangue e busque um BOM nutricionista para checar como está sua taxa de cálcio. O ortopedista normalmente não vai checar sua alimentação, mas ela será fundamental para sua recuperação. No meu caso, ao fazer exames de sangue, descobri um déficit de cálcio e vitaminas e pude ajustar minha alimentação de forma a ajudar meu corpo a se regenerar. Estou comendo muita sardinha, grão de bico, brócolis, iogurte. Desde então meu pé melhorou muito!

3 – Busque outras formas de canalizar energia para dar vazão ao tédio e à indignação que podem surgir. Como acordava cedo para malhar, cedo mesmo, tipo 5h da manhã, fiquei com um buraco neste horário. Fiz a inscrição em um curso de meditação e, desde então, uso este horário ou para meditar ou para trabalhar. E você acaba se acostumando. A meditação me ensinou a perceber que, do mesmo jeito que os pensamentos vão e vêm, nossos estados são passageiros. Nós é que achamos que serão eternos e engatamos numa angústia sem fim. O pé e a dor vão passar…

4 – Aproveite a circunstância para fazer uma análise da sua vida e se perguntar o que te dá prazer. Pasme, mas isso tudo serviu para me mostrar o quanto minha alimentação e meu trabalho são fundamentais para mim. Acho que sem eles esta recuperação não teria sido a mesma. Também procurei me mimar e fazer mais programas culturais durante a semana, estar mais com os amigos. Afinal, ninguém é de ferro e andar de botinha o tempo todo irrita! E você? O que te mantém vivo? O que te alimenta, motiva e traz alegrias? Não se economize!