Estou cursando uma pós em transtornos alimentares e, depois de ouvir muita teoria sobre o tema, ainda acredito que existe algo no emagrecimento que foge a interpretações e a teorias, que é uma força proveniente do fazer. Simplesmente fazer, viver a dieta. Talvez por isso que abordagens de Coaching e de teoria cognitivo-comportamental tenham ganhado tanto espaço nesta área. Estudo e vivo este tema há alguns anos, mas existem aprendizados que só a minha experiência (de dietas e treinos e não de consultório) me trouxe:

  1. Antes de achar que é indisciplinado ou que não nasceu para fazer dieta, verifique se escolheu o nutricionista / dieta mais adequados ao seu bolso, a sua rotina e ao que não “abre mão” de comer. Algum prazer na dieta precisa existir, caso contrário ela será impraticável.
  2. Não somos obrigados a nos adaptar a uma dieta ou a um nutricionista. Achar uma alimentação que seja sustentável para o resto da vida é que nem achar um marido – é normal ter várias experiências, testar diferentes abordagens, errar e acertar até que você ache aquela que faça sentido para você. Se você não está gostando do que foi prescrito ou está passando fome, não precisa insistir – procure outro profissional que atenda as suas necessidades, que “fale a sua língua”;
  3. Manter-se motivado mesmo quando não há resultado é chato mesmo. Recentemente descobri um Hipotireoidismo que está atrasando meu emagrecimento e estaria mentindo caso dissesse que a minha motivação permanece a mesma. Podemos tomar algumas providências frente a este tipo de situação:
    • Você está seguindo na íntegra seu plano alimentar? Parece uma pergunta óbvia, mas meus pacientes adoram trocar marca de queijo, de geléia, colocar um sorvete Itália ou um Iogoberry porque julgam ser light!
    • Se a resposta para a pergunta anterior for sim, talvez mudar de dieta seja uma boa estratégia.
    • Se você está cumprindo seu plano alimentar e já experimentou diferentes dietas e, mesmo assim, não obteve resultado, está na hora de investigar como anda seu metabolismo e a parte hormonal. Nesta hora é importante consultar um nutricionista que tenha este foco ou um endocrinologista.
  4. O resultado é lento sim. Quando é com a gente, então, parece que demora mais ainda. Não se iluda com o Instagram, muitas fotos que vemos na internet não são reais e muitos resultados vieram sim a partir de anabolizantes e/ou outras substâncias que não são declaradas.
  5. Após algumas sessões com uma determinada paciente com quem, até então, estava trabalhando apenas questões emocionais ela me pergunta: “o que me falta para eu conseguir emagrecer?” Calmamente respondi: “Fazer! Começar a, de fato, fazer sua dieta. Só assim algumas dúvidas serão desmistificadas e outras dificuldades começarão a aparecer!”